Com um excelente e responsável trabalho de apuração, a
jornalista petropolitana Raquel Cozer informou em sua coluna Painel
das Letras, publicada na Folha de S.Paulo no último sábado, 15/12, que a
Apple está na frente da concorrência na venda de livros digitais: “É a Apple, e não a Amazon, a loja que mais está vendendo e-books
no país. E muito mais. O dado surpreendeu o mercado, especialmente porque a
Apple chegou na surdina e vendendo livros em dólares, com cobrança de IOF”,
informou Cozer. Realmente, com todo o alarde em cima dos lançamentos da Amazon,
Google e Kobo, não era de se esperar que a supremacia da Apple durasse mais que
alguns dias, mas o fato é que a empresa de Cupertino continua em primeiro
lugar.
Mas antes de analisarmos a situação no
Brasil, vale a pena olharmos para os EUA, onde a brincadeira digital começou
para valer em 2007, e vermos como anda a briga pela venda de e-books por lá. O
problema, ou desafio, é que ninguém divulga as vendas e fazer um ranking das
empresas e determinar seus market shares é um trabalho de chute. Ou, como dizem
os americanos, de forma discreta ou mais elegante, trata-se de “guesstimates”.
Eu enfrentei o problema na prática alguns meses atrás quando fui buscar estes
dados e escrevi aos maiores especialistas em livros digitais do mundo e ninguém
tinha números ou relatórios precisos. Ainda assim, consegui elaborar a seguinte
estimativa para os EUA que me parece bem próxima da verdade:
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