Quando se pensa em Amazon no Brasil, o Kindle é a primeira coisa que vem à mente. Quando se comenta os livros digitais na Livraria Cultura, o leitores dedicados da Kobo são a primeira coisa que alguém lembra. Talvez no caso da Saraiva, o consumidor até se lembre de seus aplicativos, mas aposto que primeiro vai se perguntar em que leitores e-Ink é possível ler os livros comprados na loja brasileira. Em outras palavras, os aplicativos de leitura estão esquecidos aqui no Brasil.
Eu sempre dou entrevistas e participo de painéis de discussão sobre livros digitais. Não me lembro de uma só vez em que se discutiu os aplicativos da Amazon e da Kobo. Às vezes compara-se a tela e-Ink dos leitores dedicados com as telas de retina dos tablets, como aconteceu na última Campus Party no Anhembi, mas os aplicativos ficam à margem. E ler no iPad tem se tornado sinônimo de compra de e-books na iBookstore.
Não é à toa, portanto, que Apple seja líder de mercado no Brasil na venda de e-books, pois aproveita sua base instalada de quase 3 milhões de dispositivos iOS no país. Vale aqui relembrar o tamanho da base de dispositivos Android e iOS no Brasil, estimada no post A Apple e seus quase 3 milhões de iPhones e iPads no Brasil:
|
Aparelho |
Unidades (mi) |
|
iPhones |
1,78 |
|
iPads |
1,06 |
|
Smatphones Android |
8,29 |
|
Tablets Android |
2,64 |
|
Total |
13,77 |
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